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Euzebio Cani

EUZEBIO CANI

         Na década de 70, jovens amigos que cresceram e foram criados juntos chegaram a um dilema comum: Para onde crescer, pois eram de um estado geograficamente pequeno e de muita disputa de compra por terras pequenas, pois tal estado fora povoado em sua grande maioria por pessoas trabalhadoras e ordeiras tornando assim tal estado pequeno demais para eles, não bastasse ainda à seca que de vez enquanto assola tal estado, estado esse em questão nosso querido Espirito Santo, amigos esses em questão, os capixabas.

       Surge então um sonho bem distante de terras boas e produtivas, novas e com fertilidade exalando pelos poros. Reuniram tais amigos e decidiram, vamos para Rondônia, pois lá esta o futuro, e assim o fizeram.

           Acertaram porem no primeiro momento, pois o preço que tais terras iriam lhes cobrar quase não valeria a pena, pois foram tantas lutas, tantos obstáculos, disputas, contra tempos, que só com muita determinação e força de vontade para vencer.Tais amigos, Cani e Ermita em particular sempre tiveram uma amizade bem próxima ao ponto de vez por outra serem confundidos como parentes, sempre juntos nos melhores e piores momentos dessa longa jornada. Foi assim que viram os primeiros animais transladados do Espirito Santo para Rondônia, com muita luta e sacrifício longas viagens de ate 10 dias de duração vez por outra perdendo animais no caminhão ou ate mesmo depois do desembarque, pois ainda tinha uma jornada de 90 km tocado ate chegar a propriedade.

            Meu pai Alberto Cani um desses amigos. Nunca pode se entregar de corpo e alma para esse projeto, pois sempre foi acometido de doenças que o limita fisicamente.

            Crescíamos no nosso estado de origem, pois éramos novos, seguíamos o nosso curso estudando enquanto nossos pais e seus amigos seguiam trabalhando lá e cá numa espécie de ping pong, vai e volta... Enfim.

            Aos 15 anos de idade meu pai me trouxe para conhecer Rondônia, foi amor à primeira vista, fiquei maravilhado com este estado, e alguma coisa aqui dentro de mim dizia eu ainda vou morar aqui.

            Nos anos 1984 por não ter muita afinidade em estudo joguei tudo pra cima e fui para propriedade de nossa família em Montanga Espirito Santo. No mesmo ano fiz outra incursão a Rondônia, mas de uma vez tive a certeza de que aqui era meu lugar.

            No ano de 86 decidi. E pra lá que vou, e lá que quero morar. Decidido mesmo contrariando meu pai que passara por maus momentos de aperto financeiro e lutas assíduas por estas terras, no dia 16 de maio com um caminhão com 35 pessoas aproximadamente me lancei nesta aventura. Foram dias difíceis para um moço pré-adolescente que não sabia quase nada da vida, mas com o suporte dos amigos bandeirantes que vieram antes e quero deixar aqui meu agradecimento de coração, posso hoje dizer: Vim, Vi, Vivi e Venci.

            Nos sempre fomos de família de propriedade pequena, no Espirito Santo só conseguíamos criar gado leiteiro, vez por outra nos arriscávamos no gado de corte, mas parávamos com tal criação, pois, era pouco o espaço físico.

            Mas aqui em Rondônia não, aqui era diferente tem “extensão” como diz o dito popular, assim logo que fizemos a primeira derrubada começamos com a criação de gado de corte, O nelore. Em 1998 começamos a criar gado nelore em nova propriedade que adquirimos no município de Parecis.

            No ano de 2002 Meu irmão Altair resolveu registrar as primeiras cabeças de nelore, começava ali nosso plantel. No ano de 2014 resolvemos “apartar” a sociedade, meu irmão resolveu então parar o registro;“ NÃO QUERO MAIS, VOU PRO CORTE”. Ideia que ate hoje falo com ele, você não devia ter parado, foi você que começou tudo, mas decisões são tomadas e devem ser respeitadas, por isso eu respeito e agradeço pelo trabalho que começou. No ano de 2005 sou convidado por uma “VEIN TEIMOSO” o vein teimoso, meu 2 º pai assim posso dizer para um leilão de touros, prontamente aceitei, vesti a camisa e sou muito feliz e gratificado por essa parceria.

            Essa e boa parte da minha historia, gostaria de aqui agradecer a todos que me circulam na minha jornada a meus pais, meus irmãos, em especial Altair e Osmar que começaram a árdua batalha no começo de tempos difíceis, a minha querida esposa Lucimar meu norte, minhas filhas Raisa e Izabela, minha netinha Lara Raisa. Bom, quero dizer que essa e minha historia, eu me chamo Euzebio Cani tenho 50anos, quero dizer que tenho muito orgulho de ser brasileiro, Rondoniense de coração e nelorista.

            Agradeço em especial ao senhor Pedro Antônio Ermita por todos momentos que fez parte da minha vida.